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sábado, 21 de fevereiro de 2015

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Eu não sabia mais o que fazer, estava incabível pra mim ver o meu amor sofrer por essa pressão toda da mãe dele que foi de saber que ele é gay. Eu tinha que enfrentar junto com ele, sentir o que ele sente, por que se ele ta bem eu estou mil vezes melhor, mas como?
Depois de chegar em casa, tomar banho, lá estava eu sentado na cama com a porta do guarda roupa entre aberta me tampando da minha mãe.
Eu cheirava a minha blusa usada, com o cheiro dele. Quase que uma lágrima escorreu.
- esses gay são pura servegonhice - disse minha mãe se referindo ao amigo gay dela que ela tem uma quedinha. - não sabe o que querem da vida.
- e se eu fosse assim? - eu disse meio que inesperado
- assim como? - ela retrucou de imediato.
- ficasse com homem - eu disse meio sem voz. - fosse essa coisa tão redundante e horrível, você ainda ia me amar?
- mas você não é assim Fabrício.
- sou sim mãe, eu sou assim também, e nem por isso sou uma pessoa mal.
Ela arregalou os olhos.
Peguei o notebook e coloquei pra ela ver um filme que fala da não aceitação gay pela familia e que depois o menino se mata. Claro que essa foi uma estratégia boa minha, pois filme com enredos assim comovem qualquer um, e no final ela já estava chorando, dizendo meio surpresa ainda, que me amava do jeito que eu sou.
- sim mãe, eu não tenho culpa, nasci assim.
No outro dia acordei bem cedo, disposto mais ainda a viver, sem um peso enorme nas costas.

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